TOP

Fachin autoriza inquéritos para investigar 8 ministros, 24 senadores, 39 deputados e 3 governadores.

‘O Estado de S. Paulo’ afirmou que teve acesso a despachos do ministro assinados eletronicamente no dia 4. Depois da divulgação, STF informou que são 76 inquéritos. Saiba o que disseram os citados.

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Procuradoria Geral da República (PGR) a investigar 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais que fazem parte da chamada “lista do Janot”, afirmou nesta terça-feira (11) reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Entre os alvos dos novos inquéritos, segundo o site da publicação, estão os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O teor das decisões de Fachin não foi divulgado oficialmente. O texto da reportagem informa que o jornal teve acesso a despachos do ministro, assinados eletronicamente no último dia 4.

Depois da divulgação das informações, o STF informou oficialmente que Fachin determinou a abertura de 76 inquéritos para investigar políticos e autoridades com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht. Dessas investigações, duas estão mantidas em sigilo pelo ministro, que é relator da Operação Lava Jato no Corte.

(mais…)

Read More
TOP

Moro diz que investigar vazamentos é como ‘caça a fantasmas’

Moro diz que investigar vazamentos é como ‘caça a fantasmas’

Investigar vazamentos é como ‘caça a fantasmas’, diz Sérgio Moro

O juiz federal Sérgio Moro reconheceu vazamentos em delações de executivos da Odebrecht na operação Lava Jato e afirmou que investigá-los “é quase como se fosse uma caça a fantasmas”.

Em entrevista exclusiva à BBC Brasil na Harvard Business School, em Cambridge (EUA), o responsável pela operação afirmou que a investigação de vazamentos ilegais de depoimentos de investigados à imprensa “fica comprometida por questões jurídicas”, como o direito ao sigilo de fontes de jornalistas e a liberdade de imprensa, garantidos pela Constituição.

“Não estou reclamando destas proteções jurídicas, acho importante”, afirmou Moro.

Há duas semanas, a defesa do presidente Michel Temer na ação que pede a cassação da chapa Dilma Rouseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu a anulação das oitivas da Odebrecht, inclusive a de Marcelo Odebrecht, alegando que o TSE só teria convocado executivos da empreiteira para depoimento após o vazamento ilegal do conteúdo da delação feita como parte da Lava Jato.

O ex-presidente Lula, por sua vez, enviou uma petição ao comitê de direitos humanos da Organizações das Nações Unidas (ONU), alegando que a operação busca a “destruição de reputação através de vazamentos ilegais de documentos e depoimentos à mídia”.

À reportagem, Moro disse que investigar jornalistas e veículos que publicaram conteúdos vazados “seria contrário a proteção de fontes, à liberdade de imprensa”.

“E isso nós não faríamos”, disse.

Sobre o recuo na investigação contra o blogueiro Eduardo Guimarães – que no mês passado teve celular, pen-drive e notebook apreendidos na investigação do suposto vazamento do mandado de condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado -, Moro argumentou que “é difícil” definir o que é um jornalista.

“Existe a posição no Brasil de que não é necessário um diploma, mas o fato de você ter uma página na internet qualifica alguém como jornalista? Então, por exemplo, você tem uma página no Facebook, isso é jornalismo? Ou um blog, como era o caso, é jornalismo?”

Após ser criticado por órgãos como a associação Repórteres sem Fronteiras, o juiz voltou atrás e excluiu Guimarães do processo.

Moro também nega qualquer conflito ético nas fotos em que aparece sorrindo ao lado do senador Aécio Neves (PSDB), que tem foro privilegiado e teria acertado repasses de R$ 50 milhões, segundo executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, após o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, em dezembro de 2007.

As imagens foram divulgadas no ano passado. “Olha, não tenho nenhum processo do senador na minha responsabilidade porque ele tem foro privilegiado e não foi tratado sobre assuntos relativos ao processo, evidentemente.”

Leia a entrevista completa da BBC Brasil com o juiz federal Sergio Moro durante a Brazil Conference, organizada por estudantes de Harvard e do MIT (Massachusetts Institute of Technology) no último fim de semana, nos EUA.

BBC Brasil – Estamos em um momento em que o núcleo do governo tenta invalidar delações da Odebrecht, alegando vazamentos ilegais a imprensa. Essa falta de controle pode colocar em risco a operação, uma vez que estamos em uma das principais delações neste momento. Como é que a Lava Jato consegue descobrir o maior esquema de corrupção do Brasil, ou um deles, mas não consegue controlar este tipo de vazamento?

Manifestação de apoio à Lava Jato no RioDireito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image caption‘Às vezes o trabalho que tem sido feito, pelos resultados, gera algum sentimento de gratidão por parte das pessoas e isso de maneira nenhuma pode ser reputado como algo negativo’, diz Moro

Sérgio Moro – É, esta é uma questão interessante. É como aquela velha charada: “O que é o que é que quando você divide você destrói?” E isso é um segredo. A partir do momento em que se compartilha a informação com outras pessoas, sempre vai surgindo a possibilidade de um vazamento ilegal.

Às vezes, tem-se de fazer uma ressalva, há uma crítica a supostos vazamentos na Lava Jato que não são propriamente vazamentos. Nossa legislação exige que estes processos sejam conduzidos em público, que os julgamentos sejam públicos, e isso significa também que as provas acabam se tornando públicas em um momento no processo. Então, muitas vezes, o que as pessoas falam que é vazamento na verdade não é.

Agora, pontualmente realmente ocorreram vazamentos e muitas vezes se tenta investigar isso, mas é quase como se fosse uma caça a fantasmas, porque normalmente o modo de se investigar isso de maneira eficaz seria, por exemplo, quebrando sigilos do jornalista que publiciou a informação. E isso nós não faríamos, porque seria contrário a proteção de fontes, à liberdade de imprensa.

Então, infelizmente, há uma dificuldade de descoberta desses fatos. Não que nós não tenhamos mecanismos de investigação, mas que a utilização deles fica comprometida por conta dessas proteções jurídicas. E eu não estou reclamando destas proteções jurídicas, acho importante.

BBC Brasil – O senhor citou a liberdade de imprensa e o direito ao sigilo de fontes. A associação Repórteres sem Fronteiras classificou como “clara tentativa de quebra de sigilo de fonte” a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, do blog da Cidadania. Como o senhor avalia esse episódio? Esse foi um equívoco?

Moro – Olha, esse é um caso pendente, então eu teria dificuldade de falar. Mas, baseado no que já foi colocado no processo, tem uma questão jurídica relevante em qualificar a atividade, em particular daquela pessoa, como ele sendo jornalista ou não. Havia uma série de controvérsias a respeito de se o que a pessoa fazia era jornalismo ou não.

Houve algumas manifestações, por exemplo até desse próprio órgão, no sentido de que seria a atividade dele jornalismo, e se entendeu de tomar a postura mais prudente, já que alguns órgãos assim de classe ou representativos estavam tendo essa posição, de se tratá-lo como jornalista.

BBC Brasil – Essa avaliação foi feita antes da repercussão negativa também?

Moro – Sim, foi uma questão debatida no processo. E realmente não é uma questão tão fácil. O que define um jornalista, né? Tudo bem, existe a posição no Brasil de que não é necessário um diploma, mas o fato de você ter uma página na internet qualifica alguém como jornalista? Então, por exemplo, você tem uma página no Facebook, isso é jornalismo? Ou um blog, como era o caso, é jornalismo? Então havia uma série de discussões em cima da circunstância fática envolvendo aquele caso.

BBC Brasil – Na opinião do senhor, especificamente, esse tipo de atividade é jornalismo?

Moro – Não, eu não entraria nesse mérito porque é um caso pendente. Estou dizendo que teve essa controvérsia.

BBC Brasil – Opositores e políticos que são alvo da Lava Jato alegam ciclicamente que a operação seria parcial ou relevaria determinados personagens políticos ou determinados partidos. O senhor deu munição a esses argumentos quando foi fotografado sorrindo junto com o senador Aécio Neves em um evento que homenageou Michel Temer, ambos citados no âmbito da operação. O senhor se arrepende desse momento?

Moro – Olha, a investigação é feita de maneira indiferente às opiniões políticas dos investigados. O que é relevante é se há comportamento criminoso ou não, e não a questão da opinião pública dessa pessoa. Agora, o juiz tem uma vida que também é fora do gabinete e às vezes existem essas situações de serem tiradas fotos.

Aqui mesmo neste evento muitas pessoas pedem fotos e muitas vezes a gente fica até constrangido de não tirar foto. Era um evento público, foi tirada a foto, e o que há é uma exploração política do episódio, mas não existe nenhum comportamento impróprio da minha parte.

BBC Brasil – O senhor, portanto, não vê ali então nenhum conflito ético.

Sérgio MoroDireito de imagemAFP
Image captionMoro participou da Brazil Conference, organizada por Harvard e do MIT (no último fim de semana, nos EUA)

Moro – Olha, eu não tenho nenhum processo do senador na minha responsabilidade porque ele tem foro privilegiado e não foi tratado sobre assuntos relativos ao processo, evidentemente. Se você está em um evento e as pessoas tiram fotos, bem, não tem como evitar.

BBC Brasil – Como o senhor avalia a proposta do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de criminalização da carteirada (utilização do cargo ou função para se eximir do cumprimento de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio) e do abuso de imprensa (uso abusivo dos meios de comunicação ou de redes sociais pela autoridade encarregada da investigação que antecipa a atribuição de culpa, antes de concluída a investigação e formalizada a acusação)? O senhor as acha pertinentes?

Moro – Não estou suficiente informado sobre as propostas para dar uma opinião.

BBC Brasil – O senhor é descrito sempre em protestos de massa e hoje aqui nos corredores de Harvard como um herói, responsável por um resgate da moralidade política no Brasil. O senhor gosta desse tipo de homenagem? Elas são saudáveis no momento político em que a gente vive?

Moro – Olha, sempre tenho reforçado publicamente que o importante é o trabalho institucional, do Judiciário e das outras instituições, nesse caso. Então, o que deve ser o foco é o fortalecimento das instituições e, dessa maneira, também isso envolve o fortalecimento da nossa democracia.

Agora, às vezes o trabalho que tem sido feito, pelos resultados, gera algum sentimento de gratidão por parte das pessoas e isso de maneira nenhuma pode ser reputado como algo negativo. Mas sempre, e inclusive publicamente, sempre me manifestei no sentido de que o importante é a parte institucional.

BBC Brasil – O senhor já disse várias vezes que não tem nenhum plano de se candidatar a cargos eletivos. Nunca? E por quê?

Moro – A resposta é não, não tenho nenhuma pretensão de ir para uma carreira politica. Meu trabalho é como magistrado, simples assim.

Read More
TOP

Homem é espancado na rodoviária de Mogi após denúncia de pedofilia.

Madrasta de menina de 11 anos marcou encontro no lugar da criança.
Mensagens foram entregues à polícia pelo pai para investigação.

Pai levou para a polícia mensagens que teriam sido trocadas pelo WhatsApp com suspeito de pedofilia em Mogi (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Um homem de 28 anos foi espancado no Terminal Rodoviário de Mogi das Cruzes na tarde de sábado (16). O pai de uma menina de 11 anos contou que o suspeito enviava mensagens para o WhatsApp do celular da filha dele com fotos do próprio corpo e pedia imagens da menina pelada. O pai relatou à polícia que começou a se passar pela menina, junto com a madrasta dela, e eles combinaram o encontro com o suspeito na rodoviária, onde a agressão ocorreu.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes com base no artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que trata de “aliciar, assediar, instigar ou constranger.” O suspeito não foi levado para a delegacia porque precisou ser hospitalizado no Hospital Luzia de Pinho Melo, mas no boletim de ocorrência consta que ele é “averiguado”.

O pai levou para a polícia cópias das mensagens, que foram anexadas ao boletim de ocorrência.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que o hospital não autorizou a divulgação do estado de saúde do suspeito.

Mensagens
O pai da menina contou na delegacia que na madrugada de 27 de março um estranho fez contato com o celular da filha dele pelo WhatsApp. Segundo o pai, havia a mensagem “oi” e a foto de um pênis. O pai ainda relatou que a filha viu a mensagem por volta das 10h e entregou o celular para a madrasta, que respondeu “oi, quem é?”.

Mensagens foram anexadas a boletim de ocorrência (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Ainda de acordo com o pai, houve resposta apenas às 11h19. Segundo o boletim de ocorrência, a madrasta se passou pela criança e começou a conversar com o suspeito. O pai disse que ele próprio também se passou pela filha na tentativa de descobrir o que o homem queria com a criança. Desde então, segundo o pai, a criança não falou com o suspeito. Ainda de acordo com o pai, as conversas foram se prolongando e o homem pedia abertamente fotos da menina pelada, perguntava sobre o corpo, etc.

 

Read More
TOP

Suíça diz que que o país foi altamente afetado pelo escândalo da Petrobras(Marina Wentzel Wentzel-BBC)

Desdobramentos da operação Lava Jato gerou investigações e denúncias de lavagem de dinheiro contra bancos do país

As investigações do Ministério Público suíço sobre contas suspeitas de movimentarem dinheiro obtido no esquema de corrupção na Petrobras ainda não foram encerradas, mas o órgão já afirma que o centro financeiro do país foi seriamente afetado pelo escândalo.As apurações da operação Lava Jato no Brasil sobre a corrupção na estatal chegaram a contas suspeitas no exterior, grande parte delas na Suíça.

Mas qual é a dimensão do impacto do escândalo brasileiro sobre o sistema financeiro suíço?-Procurado pela BBC Brasil, o Ministério Público em Berna diz que o escândalo gerou denúncias de lavagem de dinheiro em níveis “muito acima da média” e que isso desencadeou extensas investigações – que ainda estão em andamento.

“Os resultados iniciais das investigações indicaram que o sistema financeiro da Suíça foi seriamente afetado pelo escândalo, uma vez que diversas pessoas e companhias que já foram indiciadas e condenadas no Brasil conduziam transações suspeitas envolvendo contas na Suíça”, afirmou a porta-voz Walburga Bur.

Nesta semana, a agência reguladora do mercado financeiro suíço, FINMA, anunciou ter aberto investigações contra três bancos que não observaram as práticas de combate à lavagem de dinheiro em contas relacionadas ao escândalo da Petrobras.

(mais…)

Read More
TOP

Parece que desta vez Pizzolato chega ao Brasil numa chegada da prisão

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Antonio Cruz deve chegar no Brasil nesta sexta para cumprir sua pena por causa do mensalãoEm meio às investigações do esquema de desvios descoberto na Petrobras pela operação Lava Jato, o país deve assistir nesta sexta-feira ao desfecho daquele que, até pouco tempo atrás, era considerado por muitos o maior escândalo de corrupção da história recente do país: o mensalão.

Enquanto alguns dos pivôs do caso já foram até libertados – entre eles o ex-ministro José Dirceu, que voltou para a cadeia indiciado na Lava Jato –, o imbróglio envolvendo Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, tende a terminar só agora, com sua extradição da Itália para o cumprimento de sua pena.

Condenado a 12 anos e 7 meses por corrupção passiva, peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro, ele fugiu do Brasil em 2013 para evitar a prisão. Após operação da Interpol, foi localizado e preso em fevereiro do ano passado no país europeu, onde entrou usando os documentos de seu irmão Celso, morto na década de 1970.

Por ter cidadania italiana, ele esperava escapar de ser devolvido ao Brasil. Após uma longa batalha judicial, porém, acabou tendo suas expectativas frustradas e já é esperado na Penitenciária da Papuda, em Brasília.Nesta quinta, ele foi entregue pelas autoridades italianas à Polícia Federal brasileira, que o escoltará em um voo comercial de Milão, no norte do país europeu, para São Paulo. A expectativa é de que ele chegue ao Brasil nesta sexta.

 

Última cartada

Na tentativa de evitar a extradição, Andrea Haas, mulher de Pizzolato, fez na quarta-feira um último apelo em uma carta aberta ao ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando.No texto, publicado pelo jornal Il Manifesto, ela afirma que as prisões brasileiras são um perigo não apenas para os detentos, mas também para suas famílias.Segundo Andrea, os presos são submetidos a condições desumanas. E os familiares, continua, são humilhados, sofrem extorsões e até violência. A revista íntima, diz, é “tortura legalizada”.

“Me perdoe a crueza do que estou para escrever, mas no Distrito Federal, onde se encontra o presídio da Papuda, ao qual o governo brasileiro e o seu governo destinaram meu marido, ainda é permitida a revista íntima que consiste na obrigação para as visitantes, inclusive idosas, deficientes e jovens, de despirem-se, agacharem-se e mostrarem o ânus e a vagina para que as agentes carcerárias possam verificar se elas escondem objetos ilícitos”, escreve a mulher de Pizzolato.

(Foto: Divulgação/TV Brasil)Image copyrightDivulgacao l TV Brasil
Image captionAlguns dos condenados pelo mensalão já foram soltos – e até presos de novo, caso de Dirceu

“(A prática de) torturas legalizadas, como a revista íntima, a qual poderei ser submetida, certamente não serão impedidas pela presença de uma ala especial”, disse, em referência à ala destinada aos presos vulneráveis que, segundo Andrea, “foi criada especialmente para que o governo brasileiro conseguisse a extradição” de seu marido.

Para evitar a extradição, a defesa de Pizzolato recorreu várias vezes à Justiça italiana e à Corte Europeia afirmando que os presídios brasileiros não oferecem garantias aos direitos humanos dos detentos.Na Itália, ele ainda deverá responder a um processo penal sob a acusação de falsidade ideológica por ter entrado no país com documentos falsos. A primeira audiência está marcada para o dia 14 de dezembro.

Particularidade

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil em Roma, a particularidade da decisão sobre Pizzolato é o fato de o Ministério da Justiça da Itália ter autorizado a entrega de um cidadão italiano para um país – no caso o Brasil – que não permite a extradição de pessoas com sua nacionalidade.

“Em dezenas de outros casos, a falta de reciprocidade, que norteia as relações bilaterais entre dois países, fez com que a Itália recusasse a extradição para o Brasil de cidadãos italianos procurados pela Justiça brasileira”, disse o advogado Alessandro Tirelli.

Leia também: Conventos e monastérios que viraram hotéis sonegam impostos e preocupam o Papa

O advogado atribui a mudança na interpretação dos acordos bilaterais à influência do clima político em torno de Pizzolato. “Se fosse um sujeito qualquer, a Itália não teria autorizado a entrega”, disse.

Para ele, a decisão de extraditar o ex-diretor do BB representa “a milésima” derrota da Itália nas relações bilaterais com o Brasil em matéria de Justiça, “especialmente após o caso Cesare Battisti”, ex-ativista condenado a prisão perpétua por mortes no país europeu, que teve a extradição negada pelo governo brasileiro.

(mais…)

Read More
TOP

“Não se pode aceitar um pacto de impunidade” Diz Marina Silva concorrente de Dilma

‘Não se pode aceitar um pacto de impunidade’, diz marina sobre crise política(Ewerthon Tobace-BBC)

Marina durante visita ao Japão (Foto: Ewerthon Tobace/BBC Brasil)Image copyrightBBC Brasil
Image captionMarina Silva passou sete dias no Japão participando de reuniões e ministrando palestras

Para Marina Silva, ex-candidata a presidente e líder da recém-oficializada Rede Sustentabilidade, a crise política chegou a um limite “inadmissível” e exige das lideranças “todo o rigor e senso de responsabilidade” para lidar com as denúncias feitas até agora.”Não se pode aceitar em hipótese alguma um pacto de impunidade”, disse em entrevista exclusiva à BBC Brasil, em Tóquio, ao comentar o possível acordo entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o governo para evitar sua cassação em troca de barrar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Cunha, acusado por delatores de receber dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras, ficou em situação frágil após a informação de que ele e seus familiares tiveram contas bancárias bloqueadas na Suíça – o deputado vem evitando comentar o assunto e anteriormente negou manter contas no país europeu. Ele também nega negociações com o governo e a oposição.

Marina, terceira colocada na eleição do ano passado, passou sete dias no Japão a convite dos jornais Mainichi e São Paulo Shimbun, onde se reuniu com lideranças e ministrou palestras sobre sustentabilidade.Em conversa com jornalistas, falou sobre a economia brasileira. “Temos uma crise econômica mundial que nos afeta também, mas boa parte desses problemas são na verdade causados por decisões políticas equivocadas”, disse.

“Para retomarmos os investimentos e o desenvolvimento teremos antes de resolver a crise política. Ela está sendo responsável por perdermos conquistas importantes na economia e na inclusão social, que até bem pouco tempo atrás achávamos que eram processos duradouros.”Depois, na entrevista à BBC Brasil, Marina criticou o estilo de fazer política do atual governo. Confira os principais trechos da entrevista.

 

 

Read More
TOP

Cópias de passaporte e assinatura de Cunha(Presidente da Câmara)usadas em contas no exterior

Na semana passada, com base em fontes próximas ao caso, a Folha revelou o uso dos documentos pessoais de Cunha e de familiares dele para a abertura das contas que deram origem à investigação contra o peemedebista por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro na Suíça.

Nos formulários das quatro contas atribuídas constam como endereço a rua Heitor Doyle Maia, 98, na Barra da Tijuca, no Rio –endereço residencial do peemedebista e da mulher, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz. Duas contas foram fechadas no ano passado, semanas após as primeiras prisões da Operação Lava Jato.

De acordo com a TV Globo, um dos cuidados que o presidente da Câmara teve para manter as contas secretas foi direcionar toda a correspondência do banco Merryl Lynch, mais tarde absorvido pelo banco Julius Baer, para um endereço nos Estados Unidos sob alegação de que o serviço de correio no Brasil não era confiável.

Em um dos formulários mostrados pela TV Globo, Cunha justifica a abertura de uma das contas afirmando que pretende manter negócios na Suíça.

Nesta quinta (15), o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito para que a Procuradoria-Geral da República apurasse as suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro –que foi iniciada pela Procuradoria da Suíça e remetida ao Brasil na semana passada.

Nas contas foram bloqueados US$ 2,4 milhões (R$ 9,1 milhões, pelo câmbio de hoje). A investigação suíça já estabeleceu que uma das contas de Cunha recebeu 1,3 milhão de francos suíços do lobista ligado ao PMDB João Augusto Henriques. O dinheiro teve origem na compra de um campo de petróleo pela Petrobras no Benin, país da África Ocidental.

Read More
TOP

Dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio fechou 31 lojas

Casas Bahia (Foto: Divulgação)Dona das Casas Bahia e Ponto Frio fechou 31 lojas

no 3º trimestre (Foto: Divulgação)

A Via Varejo, empresa de móveis e eletrodomésticos do Grupo Pão de Açúcar, dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio, fechou 31 lojas no 3º trimestre, segundo balanço de vendas da companhia.Segundo a empresa, os fechamentos ocorridos entre julho e setembro (28 lojas do Ponto Frio e 3 das Casas Bahia) dão continuidade ao plano de restruturação do grupo com foco em unidades deficitárias (com faturamento abaixo do custo de operação).No ano, a Via Varejo já fechou 42 lojas, inaugurou outras 26, além da conversão de bandeira de outras 36.A empesas informa que, atualmente, existem no país 714 lojas das Casas Bahia e 301 do Ponto Frio.

saiba mais

“Via Varejo deve acelerar o plano de conversões visando um maior crescimento de vendas e
rentabilidade”, informou a companhia, acrescentando que “continuará investindo em projetos
estratégicos, reforçando as iniciativas comerciais e adotando medidas para atingir uma estrutura mais enxuta, com melhor eficiência operacional” para “recuperar as vendas e aumentar os ganhos de market share”.A receita líquida da empresa caiu 22,7% no 3º trimestre, para R$ 4,1 bilhões, na comparação com o mesmo período de 2014.Sbnesws.com.br e G1)

Read More
TOP

Prevenção ao terror: Olimpíada será a mais cara e complexa do que a Copa

 Fora do tocador de mídia. Pressione enter para voltar ou tab para continuar.
Read More
TOP

Desemprego de jovens no Brasil deve superar média mundial este ano

 (Foto: Thinkstock)Image copyrightThinkstock

Image captionSegundo órgão, índice pode aumentar ainda mais por causa da piora da economia do país

A taxa de desemprego de jovens no Brasil neste ano deve ficar bem acima da média mundial, com tendência de agravamento por causa da piora do cenário econômico do país, afirma a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em um estudo divulgado nesta quinta-feira.

Nas previsões da OIT, o desemprego de jovens no Brasil com idade entre 15 e 24 anos deve atingir 15,5% em 2015.

A taxa média mundial nessa mesma faixa etária é estimada em 13,1% neste ano, segundo o estudo Tendências Mundiais do Emprego de Jovens 2015.

A organização ressaltou à BBC Brasil que suas estimativas em relação ao Brasil foram feitas antes das recentes projeções realizadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que piorou suas expectativas para a economia brasileira.

No mais recente relatório Perspectivas da Economia Global do FMI, lançado na terça-feira, o fundo disse prever que o PIB do Brasil terá retração de 3% em 2015, o dobro da estimativa anterior.

“Com as perspectivas mais sombrias de crescimento econômico no Brasil, podemos supor que a taxa de desemprego de jovens seja superior aos 15,5% estimados neste ano”, disse à BBC Brasil Sara Elder, consultora técnica chefe do projeto Trabalho para a Juventude, da OIT.

Ela ressalta, no entanto, que mesmo no apogeu da crise econômica mundial, o índice brasileiro de desemprego de jovens jamais ultrapassou 17%, indicando que o número não deve atingir essa faixa.

Leia também: Irresponsabilidade com gastos dá impeachment? Juristas expõem visões opostas

(Foto: Thinkstock)Image copyrightThinkstock
Image captionEstudo sobre desemprego foi feito antes de o FMI piorar estimativas sobre resultado do PIB

‘Trabalho perigoso’

No ano passado, a taxa de desemprego de jovens de 15 a 24 anos no Brasil, de 13,4%, já havia ficado pouco acima da média mundial, de 13%, de acordo com o estudo.

Na América Latina e Caribe, o desemprego de jovens foi igual ao do Brasil em 2014. Neste ano, a taxa da região, estimada em 13,9% pela OIT, deverá aumentar, mas ficará abaixo dos índice previsto ao Brasil.

No documento divulgado nesta quinta-feira, a OIT também alerta para o número de adolescentes entre 15 e 17 anos no Brasil que realizam trabalhos considerados perigosos ou insalubres, com risco de morte ou de enfermidades.

A organização afirma que os números são “preocupantes” em países como o Brasil, Bangladesh, Togo, Uganda e Vietnã.

No Brasil, 12,5% dos jovens entre 15 e 17 anos realizam trabalhos considerados perigosos, diz o estudo. Esse número é acima do registrado por Uganda. Na Rússia, o índice de adolescentes nessas condições é de 6,3%, de acordo com a OIT.

Leia também: Por que o FMI piorou suas expectativas para a economia brasileira

Tendências mundiais

A OIT afirma que, após um período de aumento entre 2007 e 2010, decorrente da crise financeira mundial, o desemprego de jovens de 15 a 24 anos se estabilizou em 13%, na média mundial, nos anos de 2012 a 2014, índice que deve se manter estável até 2017, diz o relatório.

Jovem vê vagas de emprego em centro de Yiwu, na China (Foto: Kevin Frayer/Getty Images)Image copyrightGetty
Image captionOIT aponta aumento no número de desempregados na Ásia e redução nos países desenvolvidos

O número de jovens desempregados diminuiu em 3,3 milhões em relação ao ápice da crise, passando de 76,6 milhões em 2009 para 73,3 milhões em 2014.

A organização alerta que essa retomada não é global e que inúmeros jovens permanecem desestabilizados pelas mutações no mundo do trabalho.

A taxa de desemprego de jovens aumentou entre 2012 e 2014 na Ásia, no Oriente Médio e na África, mas foi reduzida nas economias desenvolvidas, apesar de ter ultrapassado 20% no ano passado em dois terços dos países europeus, onde mais de um terço dos jovens (35,5%) procurava emprego havia mais de um ano, diz o estudo.

A OIT prevê que o desemprego de jovens nas economias desenvolvidas deverá atingir 16,2% em 2015, abaixo dos 16,6% em 2014.Segundo o relatório, neste ano deverá haver 201,6 milhões de desempregados no mundo, pouco mais de 2 milhões a mais do que em 2014. Deste total, 73,4 milhões são jovens com até 24 anos.No documento, a OIT alerta para a necessidade de mais investimentos para criar empregos decentes para os jovens.G1 Brasilia)

Read More