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Cópias de passaporte e assinatura de Cunha(Presidente da Câmara)usadas em contas no exterior

Na semana passada, com base em fontes próximas ao caso, a Folha revelou o uso dos documentos pessoais de Cunha e de familiares dele para a abertura das contas que deram origem à investigação contra o peemedebista por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro na Suíça.

Nos formulários das quatro contas atribuídas constam como endereço a rua Heitor Doyle Maia, 98, na Barra da Tijuca, no Rio –endereço residencial do peemedebista e da mulher, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz. Duas contas foram fechadas no ano passado, semanas após as primeiras prisões da Operação Lava Jato.

De acordo com a TV Globo, um dos cuidados que o presidente da Câmara teve para manter as contas secretas foi direcionar toda a correspondência do banco Merryl Lynch, mais tarde absorvido pelo banco Julius Baer, para um endereço nos Estados Unidos sob alegação de que o serviço de correio no Brasil não era confiável.

Em um dos formulários mostrados pela TV Globo, Cunha justifica a abertura de uma das contas afirmando que pretende manter negócios na Suíça.

Nesta quinta (15), o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito para que a Procuradoria-Geral da República apurasse as suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro –que foi iniciada pela Procuradoria da Suíça e remetida ao Brasil na semana passada.

Nas contas foram bloqueados US$ 2,4 milhões (R$ 9,1 milhões, pelo câmbio de hoje). A investigação suíça já estabeleceu que uma das contas de Cunha recebeu 1,3 milhão de francos suíços do lobista ligado ao PMDB João Augusto Henriques. O dinheiro teve origem na compra de um campo de petróleo pela Petrobras no Benin, país da África Ocidental.

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