Realidade Aumentada promete transformar a indústria de shows, aponta estudo da GVR

Shows com realidade aumentada movimentaram US$ 3,37 bilhões em 2024 e podem alcançar US$ 27,6 bilhões até 2030, segundo a Grand View Research

Realidade Aumentada promete transformar a indústria de shows, aponta estudo da GVR
Foto: Gerado com Inteligência Artificial

A experiência de assistir a um show está prestes a mudar radicalmente. Segundo relatório da Grand View Research, o mercado global de realidade aumentada (AR) aplicada a shows e concertos movimentou aproximadamente US$ 3,37 bilhões em 2024. A previsão para 2030 impressiona: o setor deve alcançar US$ 27,6 bilhões, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) superior a 40%.


Esse salto não é por acaso. O público de entretenimento ao vivo está cada vez mais interessado em experiências imersivas, que vão além do palco tradicional. Recursos de AR permitem criar cenários digitais interativos, efeitos visuais que acompanham a música em tempo real e até performances conjuntas entre artistas e avatares virtuais.

Para os produtores, trata-se de um divisor de águas. A tecnologia pode encarecer a produção em um primeiro momento, mas também abre novas fontes de receita:

  • Ingressos híbridos, que combinam acesso físico e experiências virtuais exclusivas;
  • Merchandising digital, como skins e itens colecionáveis ativados em aplicativos;
  • Transmissões premium, com recursos imersivos vendidos como upgrade da experiência online.

Além disso, a AR tem potencial para atrair grandes patrocinadores e marcas de tecnologia, interessados em associar sua imagem a projetos inovadores e de alto impacto visual.

Especialistas afirmam que os próximos anos serão decisivos. A tecnologia deve se popularizar inicialmente em grandes festivais e turnês internacionais, mas tende a se espalhar também para eventos médios e locais à medida que os custos de implementação diminuem.

O ponto central é que a realidade aumentada deixa de ser apenas um “extra futurista” e passa a ser vista como parte essencial da experiência de entretenimento ao vivo. Para o público, significa viver um show de forma mais intensa e memorável. Para os produtores, representa uma oportunidade rara de diferenciação e de criação de novas linhas de receita.

Se a previsão se confirmar, até 2030 iremos presenciar uma revolução silenciosa: os palcos não serão apenas físicos, mas também digitais — e a realidade aumentada será o fio condutor dessa transformação.